Apareçam e comentem: primeirafila.wordpress.com
[não, não abandonei isso aqui, só estou dando um tempo]
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Quarta-feira, Setembro 12
Apareçam e comentem: primeirafila.wordpress.com
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Terça-feira, Agosto 7
Entre tanta porcaria bloguística... às vezes se encontra algo muito, muito bom.
Penso em você, Miss I’m Waiting For You Forever [link] Às mulheres que esperam. Ela está debruçada na janela do aeroporto e nenhum dos aviões que toca o solo é aquele que espera. As portas se abrem, os passageiros descem e vão atrás de suas malas. E, no portão onde abraços se fecham e sorrisos se abrem, Miss I’m Waiting For You Forever é só olhos compridos para as portas que nada revelam. No restaurante, ela pediu mesa pra dois e o garçom mais uma vez pergunta se ela deseja fazer o seu pedido. E a mesa é pra dois, uma cadeira apenas está ocupada e o apetite é nenhum. Mais um drinque colorido, por favor, ou um daqueles transparentes com uma azeitona dentro. Qualquer coisa que dure quinze minutos. É o que ela pede, então, quando o garçom mais uma vez pergunta. E a bebida dura não quinze, mas dez minutos, e, por isso, ela pede mais uma. Miss I’m Waiting For You Forever sabe que ela é dele e ele um dia há de ser dela. E o primeiro beijo, depois de um longo intervalo sem que seus lábios tenham se encontrado, será em alguma lanchonete de mesa de fórmica riscada e assentos acolchoados vermelhos. Talvez inesperadamente no cinema, talvez durante um passeio de mãos dadas no parque, o sol de fim de tarde, o vento frio de inverno, cachecóis que se confundem e pálpebras cerradas. I saw you in a dream last night diz para si mesma Miss I’m Waiting For You Forever, mas não havia parque, sol, tarde, inverno, cachecóis e nem mesmo lábios e olhos. Havia um cara que partia e do qual ela só via as costas. Havia nevoeiro e dissolução, como se fosse Londres ou lugar algum. Havia um sentimento sólido que prendia seus pés, um sentimento, uma cola que a impedia de correr e se agarrar naquelas pernas que partiam. Don’t go, don’t go, my love, se depois você ainda terá que voltar, não há por que ir. Poupe-nos da mútua ausência. Distância é algo que às vezes mede 14 mil quilômetros. Distância é algo que às vezes mede meio metro. Distância é o nome que se dá a algo que afasta e também a algo que não é capaz de afastar duas pessoas que se sentem juntas e, por isso, não é distância. Essa garota não consegue distingüir entre as duas. De fato, como separá-las se entre apartar e apertar há apenas uma letra de diferença? Às vezes, pouco depois da chuva, faz sol. E, com isso, o inevitável arco-íris. E é incrível como esse fenômeno, ainda que previsível sempre seja uma surpresa. Sempre tem alguém que estende o indicador: - Olha, o arco-íris! Tem algo dentro dela, algo que está constantemente pronto a estender o indicador, mas nem ela sabe. Eu, às vezes, encontro Miss I’m Waiting e isso sempre me parte o coração. Pois a pior dor é a dor da hora. E quando dói a dor da hora parece que nunca mais ela vai passar. A cabeça diz, vai passar. Mas o peito só sabe que ela é infinita e, por mais que outras dores já tenham ido embora em outras ocasiões, ele, o peito, jamais aprenderá. E é isso o que sente esta menina. Ela é aquela que se contrai segundo a segundo na quase angústia e na quase alegria da fé no outro. E Miss I’m Waiting For You parte-me assim o coração porque não é a mim que ela deseja. Por mais que, na verdade, eu mesmo não a queira. Porém, o fato é que eu não sou a alegria tão aguardada. E é difícil para um ser humano não cair no delito, ainda que ocasionalmente, de querer ser o alvo de tamanha devoção. Ela é isso. Uma devota. Quem sabe não do objeto da sua espera. Da espera em si possivelmente. Ela garante que esperaria cem anos. Um século no parapeito do aeroporto, um século na porta da rodoviária, um século de bar até que a porta se feche e as cadeiras se virem sozinhas de pernas para o ar, um século a ver encontros e desencontros, um século de vidas que se fazem e se desfazem. Um século de água a correr em um riacho é muita água, Miss I’m Waiting, e nesse tempo até os peixes aprendem a amar. Mas ela está lá. A olhar a caixa de entrada de seu e-mail e nada. O correio e nada. As nuvens, nada. A procurar por um bilhete esquecido no bolso de um velho casaco, testemunha de um tempo mais feliz. A gastar fotos com os olhos. A vasculhar páginas em seu computador em busca de pistas. A mensagem secreta na música que ele um dia mandou para ela é verdadeiramente uma mensagem secreta da qual só ela sabe o código. E cujos significados intrincados ele mesmo jamais imaginou. Às vezes, uma canção é só uma canção, Miss Waiting. Mesmo agora, deitado em minha cama, não posso deixar de imaginar essa garota. Enquanto sinto o sono se aproximar, ela está ao lado do telefone e finge ver um programa barato na tevê. O telefone toca. É engano. E de nada adiantaria. Se eu ligasse para ela, também seria o maior dos equívocos. Queria que ela montasse uma banda, que ela comprasse bilhetes para o próximo jogo, que comprasse tênis para correr de madrugada, que gritasse no terraço do seu prédio, que conversasse com uma criança, que lesse um livro até a metade e depois o jogasse fora, que escrevesse bilhetes para o vizinho debaixo, que cultivasse flores, que aprendesse um idioma, que tecesse longos bordados. A vida é cheia de coisas pequenas para se fazer. E nunca se sabe o que, destas tão pequeninas coisas, serviria para preencher o seu mundo por completo. De uma maneira que aguardar tanto assim, então, seria desnecessário, inútil, uma perda de tempo. Mas que bobagem, ela já é cheia de afazeres. Eu é que devia me ocupar menos de pensar nela. No fim, as coisas mudam, no fim, o jogo vira, no fim, o fim é outro com o qual ninguém contava. Pois um dia Miss Waiting For You Forever verá que ao seu lado, bem perto, havia alguém que sempre esteve a contar com seus olhos, seus lábios e seu sorriso. Mas isso só vai acontecer quando ela, e todo mundo, menos esperar. Às vezes, a vida tem seu arco-íris.
Segunda-feira, Julho 2
E quem diria que poderíamos vislumbrar uma Lacuna Inc.?
E Um pouco de Hilda Hilst I Se te pareço noturna e imperfeita Olha-me de novo. Porque esta noite Olhei-me a mim, como se tu me olhasses. E era como se a água Desejasse Escapar de sua casa que é o rio E deslizando apenas, nem tocar a margem. Te olhei. E há tanto tempo Entendo que sou terra. Há tanto tempo Espero Que o teu corpo de água mais fraterno Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta Olha-me de novo. Com menos altivez. E mais atento. II Ama-me. É tempo ainda. Interroga-me. E eu te direi que o nosso tempo é agora. Esplêndida avidez, vasta ternura Porque é mais vasto o sonho que elabora Há tanto tempo sua própria tessitura. Ama-me. Embora eu te pareça Demasiado intensa. E de aspereza. E transitória se tu me repensas. (…) E tu, lúcido, fazedor da palavra, Inconsentido, nítido V Nós dois passamos porque assim é sempre É singular e raro este tempo inventivo Circundando a palavra. Trevo escuro Desmemoriado, coincidido e ardente No meu tempo de vida tão maduro. VI Sorrio quando penso Em que lugar da sala Guardarás o meu verso. Distanciado dos teus livros políticos? Na primeira gaveta Mais próxima à janela? Tu sorris quando lês Ou te cansas de ver Tamanha perdição Amorável centelha No meu rosto maduro? E te pareço bela Ou apenas te pareço Mais poeta talvez E menos séria? O que pensa o homem Do poeta? Que não há verdade Na minha embriaguez E que me preferes Amiga mais pacífica E menos ventura? Que é de todo impossível Guardar na tua sala Vestígio passional Da minha linguagem? Eu te pareço louca? Eu te pareço pura? Eu te pareço moça? Ou é mesmo verdade Que nunca me soubeste? (…) X A memória de nós. É mais. É como um sopro De fogo, é fraterno e leal, é ardoroso É como se a despedida se fizesse o gozo De saber Que há no teu todo e no meu, um espaço Oloroso, onde não vive o adeus. [Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão. Hilda Hilst]
Terça-feira, Junho 26
Budega
Essa nossa profissão não tem a menor moral mesmo... Diego Alemão faz "escritório família" para cuidar de carreira Carla Bissolotti, filha de Êgla e prima de Diego, deixou a carreira de cantora de forró na Bahia para trabalhar como assessora de imprensa do rapaz.
Segunda-feira, Junho 18
Conselho, crianças.
Quando seu irmão, primo, amigo ou cunhado pedir para dar uma olhada nos e-mails, nunca - eu disse NUNCA - esqueça de fazer o logout do msn. Ou pelo menos desative o foninho, aquele que mostra o que você está ouvindo. Aprenda, as pessoas não tem a menor vergonha de usar o seu computador e todos os programas que dele fazem parte, inclusive o seu e-mule. E você pode passar pelo constrangimento de as pessoas acreditarem que você está ouvindo sons como: "galo cantando", "descarga de banheiro", "risada de bicha". Sim, eu passei por isso. Sim, meus paqueras estavam online. Sim, eles devem ter se surpreendido. Negativamente, claro. E, sim, meu irmão vai se ver comigo. Muito. * * * E os novos objetos de desejo são: O novo álbum da banda The White Stripes, Icky Thump, que terá um formato diferente para colecionadores. Jack e Meg White colocarão no mercado dois modelos de pendrive personalizados, lembrando mariuskas, mas com o rosto dos dois irmãos. O pendrive tem capacidade para 512 Mb e depois de instalar todas as faixas do novo álbum, você pode utilizar para gravar quaisquer outros arquivos. ![]() A página na internet do White Stripes está aceitando encomendas. Pena que o preço é salgado: US$ 57,50 cada uma ou as duas por US$ 99. Meu aniversário está chegando, e quem estiver em dúvida sobre o presente...
Terça-feira, Maio 29
Mãe é vocação?
A pessoa inventa de ter três empregos, trabalhar mais de 15 horas por dia e ainda quer ter vida social?! Só pode estar de piada. Mas não é, não. Está fazendo UM MÊS em que emendei uma gripe numa faringite numa sinusite e sei lá mais o quê. Não sei mesmo porque passei esse tempo todo no antibiótico, antinflamatório e descongestionante, mas ainda não estou 100%. Só sei que aquela chuvinha no show do Caetano... Mas enfim... estou num verme absurdo para cair na noite, dançar, tomar cerveja. Passei alguns dias no lugar da minha chefe e digo com convicção: Deus me livre! Taí, nem que eu fosse tremenda mau-caráter, puxaria o tapete dela. Ô dinheiro que não vale a pena. Até porque aí eu trabalharia bem umas 18 horas por dia. Já imaginou? Eu chegando em casa e os filhos correndo com medo de mim, essa louca desconhecida? Se bem que eu penso mesmo duas... duas mil! vezes antes de ter filhos. Primeiro, se dar conta da minha vida já é muito difícil, imagine de outra. Segundo, eu sou muito egoísta, não sei se seria uma boa mãe. Será que abriria mão da novela pra ver desenho japonês? Não como a parte ossuda do frango pra deixar o peito pra cria? Trocar as noites de sono pelas em claro? Acordar no meio da noite pra dar de mamar, ver a febre, buscar na festa, rezar? Será que de repente eu voltaria à religião? Será? Será? Se eu não sei se me garantiria para um fllho, o que dirá do mundo? Aquecimento global, tensões raciais, terrorismo, fanatismo religioso, violência, tudo isso junto, tão ligado. Adoraria acreditar na era de aquário, mas estou mais para o caos. Então, pegue a preocupação da minha mãe e multiplique pelo exagero da mesma. Não, melhor não... E ainda tem o pior. Sim, pior que o aquecimento global, pior que a tsunami: a adolescência. Infelizmente aquelas crianças fofas e adoráveis, mesmo quando são uns cãozinhos de danadas, não se tornam adultos bacanas, bem resolvidos (na medida do possível, né) e silenciosos (relativamente). Não, eu não sei se encaro a adolescência. Mais um pouco não aguentava nem a minha! E olha que eu era tímida. E a última coisa que tímidos querem é chamar atenção. Então, as chances de um adolescente ser tímido e chato ao mesmo tempo são bem menores do que ser popular e chato. Mas eu posso vacilar ou mudar de idéia e de uma coisa eu tenho convicção: se um dia eu for mãe, vou ser mãe mesmo. Daquelas que compensam toda a ausência da semana no domingo, que calça um tênis e corre, que se suja de sorvete. Uma das cenas cotidianas que mais me dão agonia é a família e a babá. Sim, babás são legais. Diria mais, hoje em dia, são necessárias, praticamente indispensáveis. Maaaas a babá também é gente e precisa de folga, descanso, free time. E mãe, meu bem, é mãe. Então não consigo entender porque no fim de semana o Game Station é cheio de babás, os aniversários de crianças da Pizza Hut são cheios de babás, os parquinhos idem. E as mães? Não sei. Sumiram. Quando aparecem estão lá para fazer guti-guti e só. Não podem desmanchar a escova correndo, não podem andar de bicicleta por causa do scarpin e não podem sujar as mãos de catchup no McDonald's. Cocô, nem pensar! Eu sinto uma pena tão grande dessas crianças. Meus pais se separaram quando eu tinha oito anos, mas sempre tive pai e sempre tive mãe. Eles sempre tiveram um tesão enorme em ser pais, participaram das coisas mais banais, defenderam a gente com unhas e dentes. Minha mãe odiava tatuagem até eu fazer uma. Ai de quem falar mal perto dela. Quando fui estudar moda, morri de rir, pois ela estava super por dentro da confusão Sommer antes de mim. Para o meu pai, sempre erámos os mais bonitos, inteligentes, espertos, os fodões. "Como vou saber quem é seu filho?", "É o rapaz mais alto e mais bonito que entrar aqui no banco!". Vejo isso no meu irmão e na minha cunhada e percebo como isso faz bem às meninas. Às vezes penso que as pessoas têm filhos para mostrar ao mundo como são bem sucedidas. Filhos fazem parte do kit felicidade "sou bonita, tenho marido, bom emprego, filhos, nada me falta". Sinceramente, acho melhor escrever uma frase numa camiseta ou simplesmente voltar aos 13 anos e pôr um smiley na bolsa. Me emputeço quando vejo uns infelizes dizendo que a solução da violência é controle de natalidade, pegar os pobres e ligar tudo "porque pobre põe filho demais no mundo e depois não tem como criar, não tem como dar as coisas". Se você não tem tesão na paternidade ou na maternidade, um filho já é filho demais e não importanta o quanto você dê de coisas pra ele. Isso também é violência. * * * Cê Ah, Caetano, apesar da chuva valeu muito a pena. Valeu o show, valeu a peruada levando chuva, valeu as velhas escandalizadas, valeu cada música nova e desconhecida e - principalmente - valeu o resgate de duas músicas de gênio, que eu jamais imaginaria ouvir em show. You Don't Know Me Caetano Veloso You don¿t know me Bet you¿ll never get to know me You don¿t know me at all Feel so lonely The world is spinning round slowly There¿s nothing you can show me From behind the wall Show me from behind the wall Show me from behind the wall Show me from behind the wall Nasci lá na bahia de mucama com feitor O meu dormia em cama, minha mãe no "pisador" Laia ladaia sabadana ave maria Laia ladaia sabadana ave maria Eu você nos dois, já temos um passado meu amor Um violão guardado, aquela flor Show me from behind the wall Show me from behind the wall Show me from behind the wall Laia ladaia sabadana ave maria Laia ladaia sabadana ave maria Eu agradeço ao povo brasileiro Norte, centro, sul inteiro Onde reinou o baião
Segunda-feira, Abril 30
Momento sorriso besta pós show do chico:
Um cantor? Chico Buarque Um escritor? Chico Buarque Um mito? Chico Buarque Um símbolo sexual? Chico Buarque Um ator? Chico Buarque (não foi avassalador seu desempenho em Quando o Carnaval Chegar?) Um homem? Chico Buarque Uma mulher? Maria Amélia, que deu ao mundo Chico Buarque Um jogador? O camisa 9 do Politheama, Chico Buaque Uma cor? Ardósia, como os olhos de Chico Buarque Um brinquedo? Chico Buarque ("eu era o seu brinquedo, eu era o seu pião") Um sonho? Ser musa de Chico Buarque Um momento inesquecível? O show de Chico Buarque Quem você levaria para uma ilha deserta? Chico Buarque!!! As fotos: http://www.flickr.com/photos/moniquelukacs/
Segunda-feira, Abril 23
Domingo, Abril 22
Tempo, tempo, tempo
Um amigo, professor universitário, um pouco mais velho do que eu, sobre a passagem do tempo: "Esse ano, vou dar aula para pessoas nascidas em 1990. Meu Deus, 1990!!!! Pessoas que não sabem o que é Balão Mágico, nem Dip'n'Link, nem inflação. Você tem noção disso?!". Claro que tenho! Até alguns anos atrás, qualquer pessoa que aparecesse na TV, com exceção dos irritantes talentos mirins, eram mais velhas do que eu. Não importava o que ela fazia. Podia ser ator, cantor, apresentador... sempre eram mais velhos do que eu! Agora, não. Já evito a Caras no salão de beleza, só pra não ver mais a idade de ninguém, só pra não ler matérias sobre pessoas de 20 anos mostrando sua cobertura na Barra. Remakes de novela? Pra mim, eram novelas completamente inéditas! Eva Wilma como Ruth e Raquel, Tarcísio Meira em Irmãos Coragem e Francisco Cuoco morrendo agarrado com uma mala de dinheiro eram apenas imagens do Video Show. Os originais eram da década de 70, só minha mãe lembrava: Mulheres de Areia (original de 1973), A Viagem (1975), Irmãos Coragem (1970), Pecado Capital (1975), Anjo Mau (1976). Até que um dia: Sinhá Moça! Mas peraí, Sinhá Moça não é aquela novela com a Lucélia Santos e o Marcos Paulo? Aquela que tinha o Rubens de Falco como vilão e tal? Sim ,ela mesma. Novela de 1986! Eu me lembro, eu vi. Foi como se, de repente, eu tivesse sido recoberta por uma camada de pó e ganhasse uma passagem sem volta para o antiquário mais próximo. E 2007? Já estamos no fim de abril! Contagem regressiva O editor de cultura lá do jornal me pediu para escrever sobre Chico Buarque. A justificativa: "porque você é fã". Confesso que achei graça. Se ele perguntasse ali quem era fã de Chico Buarque, seria um monte de braço se levantando. Infelizmente, não pude escrever. Primeiro, a falta de tempo. Dois empregos, dois frilas e cinco horas de sono. Convenhamos, um texto sobre Chico Buarque não se escreve assim, nas coxas, numa horinha vaga. Depois, peraí, uma coisa é escrever em um blog, outra é escrever para um monte de gente ler. Vai que até o próprio lê. Sim, ele lê os jornais dos locais onde faz show. Gelo. Amarelei legal. O set list, pra quem quiser ensaiar: 1- Voltei a cantar (de Lamartine Babo) 2- Mambembe (do disco "Quando o Carnaval Chegar", de 1972) 3- Dura na Queda ("Carioca", 2006) 4- O Futebol ("Chico Buarque", 1989) 5- Morena de Angola ("Vida", 1980) 6- Renata Maria ("Carioca", 2006) 7- Outros sonhos ("Carioca", 2006) 8- Imagina (Trilha do filme "Para viver um grande amor", 1983, regravada em "Carioca", 2006) 9- Porque era ela, porque era eu ("Carioca", 2006) 10- Sempre ("Carioca", 2006) 11- Mil perdões ("Chico Buarque", 1984) 12- A história de Lily Braun ("O grande circo místico", 1983) 13- A Bela e a Fera ("O grande circo místico", 1983) 14- Ela é dançarina ("Almanaque", 1981) 15- As atrizes ("Carioca", 2006) 16- Ela faz cinema ("Carioca", 2006) 17- Eu te amo ("Vida", 1980) 18- Palavra de mulher (Trilha do filme "Ópera do Malandro", 1985) 19- Leve ("Carioca", 2006) 20- Bolero Blues ("Carioca", 2006) 21- As vitrines ("Almanaque", 1981) 22- Subúrbio ("Carioca", 2006) 23- Morro Dois Irmãos ("Chico Buarque", 1989) 24- Futuros Amantes ("Paratodos", 1993) 25- Bye bye Brasil ("Vida", 1980) 26- Cantando no toró ("Francisco", 1987) 27- Grande Hotel (Gravada no disco "O som sagrado", de Wilson das Neves, em 1997) 28- Ode aos ratos ("Carioca", 2006) 29- Na carreira ("O grande circo místico", 1983) Primeiro bis: 30- Sem compromisso ("Sinal Fechado", 1974) 31- Deixe a menina ("Vida", 1980) Segundo bis: 32- Quem te viu, quem te vê ("Chico Buarque de Hollanda Vol. 2″, 1967) 33- João e Maria (de 1977, registrada no CD Bônus da caixa "Construção", de 2002) E mal a gente se recupera, tem Caetano Veloso no Cocó. De graça. Sei que ele deu suas derrapadas, mas depois que comprei Jóia, Transa, Cores, Nomes, Cinema Transcendental... esqueci completamente de todas elas.
Domingo, Março 25
O que faço com meus novos vizinhos? Adolescentes, estudantes, recém-chegados do interior e extremamente barulhentos. Eles não andam, marcham. Não fecham janelas, empurram. Não trancam portas, batem. Não riem, relincham. E por vezes parece que jogam boliche dentro de casa. O ápice foi no dia em que eles jogaram bola no apartamento às três da manhã. Isso mesmo: bola, apartamento, três da manhã. O síndico? Mesmo que nada. E o pior é o medo de reclamar com os próprios. Afinal, pode-se morrer por qualquer coisa: uma vaga na garagem, uma ultrapassagem no trânsito, um supermercado já fechado, uma mijada no mato... Mas deixa eles me pegarem de TPM, deixa...
Se eu ganhasse na Megasena, eu juro que não teria vizinho. Ah, que inveja da Madonna! Madonna e sua propriedade em Wiltshire: ![]() Sabe Deus a quantos quilometros está o vizinho mais próximo de Madonna. Sabe-se apenas que deve ser inglês e nunca vai ouvir "Quem é o gostosão daqui?" na potência máxima de um paredão de som. Como assim Fiesta 2008, Palio 2008?! Espera aí, ainda estamos em março! Esses carros devem ter sido produzidos no ano passado ainda. O que leva a uma situação estranha: serão os primeiros carros três cabeças? Uma puta sacanagem com os compradores, visto que não tem nem três anos que esses carros mudaram de linha. Ê Brasil... E descobri que um carro popular na Europa custa 10 mil euros, o equivalente a uns oito salários mínimos. E já vem com ar, direção hidráulica e GPS como itens de série. Poderia desenvolver mais sobre o assunto, mas até esse evento de moda de abril acabar eu não sou gente. Eu não penso, não raciocino, não durmo mais que cinco horas por noite e tenho preguiça de escrever... Não, não, esse blog não é só reclamação!!! Hoje, tivemos um momento "o-que-diabos-é-celso-portioli?se-toque-meu-filho"... e lembramos de dois grandes momentos do Qual é a música?: 1. "O mesmo que seio mais a mulher do Wagner Montes quase formam o nome dessa famosa música de Roberto Carlos" Mama + Sônia= Mamasônia. Amazônia!!! [Estava certo. Sintam a sutileza, o preciosismo do quase] 2. "Coisa muito pequena do marido da mãe" O pinto do meu pai!!! [O certo era Coisinha do Pai. O pai em questão era o da Fat Family* e deve ter dado uma surra em cada um depois dessa] * Aliás, que coisa agonienta era aquele povo mexendo a cabeça de um lado pro outro sem movimentar o pescoço? Ainda bem que um BIG buraco os engoliu para o ostracismo! E falta menos de um mês para eu ver Francisco.
Quinta-feira, Fevereiro 22
Enquanto a biografia de Maysa não chega às livrarias, o que acontece em março, Lira Neto solta algumas deixas:
Só numa multidão de amores Ouvindo Light My Fire, música incrivelmente boa em todas as versões que conheço. ![]() São Paulo que me perdoe, mas o Rio é fundamental. Sim, meu amor por São Paulo não me impediu de me encantar com a "melhor cidade da América do Sul" - pois Caetano não poderia estar falando de outro lugar, ainda mais nos anos 60. O show é na Itália, mas o clima é carioca:
Sexta-feira, Fevereiro 16
Responsabilidade e medo
Adriano de Lavor 10/02/2007 "As pessoas moralmente maduras são aqueles seres humanos que cresceram a ponto 'de precisar do desconhecido, de se sentirem incompletos sem uma certa anarquia em suas vidas', que aprenderam a 'amar a alteridade'". Em sua análise sobre o fenômeno da globalização, Zigmunt Bauman defende que a responsabilidade - "essa condição última e indispensável da moralidade nas relações humanas" - não encontra terreno fértil em ambientes onde as diferenças e a imprevisibilidade não sejam previstas e respeitadas. Por isso mesmo, o sociólogo polonês acredita que as cidades contemporâneas estão mais associadas ao perigo, embora tenham sido erguidas em nome da segurança de seus habitantes. Para ele, esta falsa sensação de proteção dos riscos e perigos estaria sendo associada à "ausência de vizinhos com pensamentos, atitudes e aparência diferentes". Ou seja: em nome da segurança, estaríamos todos perdendo o convívio com as diferenças, o que nos deixaria confortavelmente livres da responsabilidade de contribuir para o bem coletivo. Irresponsáveis moralmente, nós, habitantes das grandes cidades, estamos cada vez mais distantes das áreas públicas, do convívio em sociedade, buscando a harmonia ilusória em um mundo construído por "iguais". Daí se fortalecem a padronização estética - que exclui obesos e deficientes - a intolerância religiosa, os preconceitos raciais ou baseados na orientação sexual. O diferente representa o perigo e, como tal, deve ser combatido. O outro lado desta moeda afeta a vida de todos, incluindo-se a elite que dá as cartas no mundo globalizado. Como ninguém é responsável pelo coletivo, a sociedade se protege em suas próprias ilhas de segurança, sem se importar com o que acontece nas ruas e nos gabinetes políticos, com as pautas que se discutem no Legislativo. Nada diz respeito a ninguém. Por isso mesmo, tanto faz como tanto fez. Mas é aí que mora o perigo, nos adverte o teórico. "A uniformidade alimenta a conformidade e a outra face da conformidade é a intolerância". Iguais, conformados e intolerantes, os cidadãos deixam correr o barco de suas vidas sem perceber que, vítimas do medo, escondem-se de um inimigo que só se fortalece na sua ausência. Sem se responsabilizar pelo mundo ao redor, assistem à sua derrocada enquanto assistem a tudo pela TV, na sala de jantar. http://www.opovo.com.br/opovo/colunas/atitude/
Segunda-feira, Dezembro 18
Não mexa comigo!
Lembra do último comentário no post de 05.11? Não? Olha, tá bem aí embaixo. Agora, olha isso aqui. Sou perigosa, sou macumbeira Eu sou de paz, eu sou do bem, mas... Ok, don't be afraid. Nada de macumba. É só justiça. Ia acontecer mais cedo ou mais tarde. Só tenho pena de quem caiu na conversa mole dessa empresa.
Terça-feira, Novembro 28
Deixa eu me exibir um pouco. Vai, é só um pouquinho:
Diário do Nordeste é finalista do prêmio CNH Com a série de reportagens "Classe média diminui e empobrece" da jornalista Mônica Lucas, repórter do caderno Negócios, o Diário do Nordeste é finalista nacional na 14ª edição do prêmio CNH de Jornalismo Econômico. O anúncio foi feito na tarde de ontem pela assessoria de imprensa do prêmio. O prêmio é um dos mais importantes no Brasil voltados para a cobertura do universo econômico. Para a edição deste ano, concorrem sete trabalhos de jornais de todo o País, além dos participantes da categoria revistas. [http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=385160]
Domingo, Novembro 5
I love machines
Outro dia de sorte. Sei lá por quê, mas o caixa eletrônico bloqueou meu cartão em uma noite de sábado, em um momento em que eu tinha exatos R$ 2,25 na carteira e compromissos para o fim de semana. Thanks, technology. Ainda bem que existem mães que socorrem filhas e mais uma vez salvam o dia. Ainda no desepero estraguei as unhas recém-feitas. Amanhã já sei o que me aguarda: dor de cabeça na agência do Bradesco. I love Bradesco too. Mas do saldo (essa foi involuntária, juro) ficou mais uma opção gastronômica: gostei deveras do Montaditos, principalmente dos sanduíches com salame italiano e jámbon. E tem altos drinkes com café. Novidade Já está marcado, dia 18 sai uma tattoo novinha. Folhinha Faltam cinco semanas para as minhas férias. Em grande estilo, se tudo der certo. PS: Morra, Air Madrid, morra! |